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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Vote no Pantanal para ser uma das novas Sete Maravilhas da Natureza!

Para votar clique na imagem

A Campanha


Fundação New7Wonders (www.new7wonders.com) e a Campanha N7W

A campanha para escolher as Novas Sete Maravilhas da Natureza é um concurso, baseado em votos pela internet, promovido pela Fundação New7Wonders. Esta Fundação foi criada na Suíça em 2001, pelo autor e aventureiro Bernard Weber, para contribuir para a proteção dos Patrimônios da Humanidade (monumentos construídos pelo homem e patrimônios da natureza).

Qualificação para a Campanha N7W

Os candidatos ao título de Maravilha da Natureza podem ser nomeados e submetidos à campanha “New7Wonders of Nature” até 31 de dezembro de 2008.
Podem participar da campanha sítios ou monumentos naturais que não foram criados ou significativamente alterados pelo homem para razões estéticas, nas seguintes categorias: sítios naturais, monumentos naturais e paisagens.
O Pantanal – Parque Nacional do Pantanal foi naturalmente nomeado para a campanha (world map) entre outros mais de 200 sítios naturais e agora se encontra submetido à votação para poder ficar entre os 77 escolhidos e passar para a segunda fase. A votação sobre os nomeados (Voting for nominees) continuará até 7 de julho de 2009, quando especialistas da organização do concurso (New7Wonders of Nature Panel of Experts), sob a liderança do Prof. Frederico Mayor, Diretor-Geral da UNESCO, revisará os 77 nomeados e escolherá os 21 finalistas, a serem anunciados em 21 de julho de 2009. Os 21 finalistas serão então submetidos novamente ao voto popular.


Um Pouco do Pantanal

O Pantanal é uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta e está localizado no centro da América do Sul, na bacia hidrográfica do Alto Paraguai. Sua área é de 138.183 km², com 65% de seu território no estado de Mato Grosso do Sul e 35% no Mato Grosso. A região é uma planície pluvial influenciada por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai, onde se desenvolve uma fauna e flora de rara beleza e abundância, influenciada por quatro grandes biomas: Amazônia, Cerrado, Chaco e Mata Atlântica.

O rio Paraguai e seus afluentes percorrem o Pantanal, formando extensas áreas inundadas que servem de abrigo para muitos peixes, como o pintado, o dourado, o pacu, e também para outros animais, como os jacarés, as capivaras e ariranhas, entre outras espécies. Muitos animais ameaçados de extinção em outras partes do Brasil ainda possuem populações vigorosas na região pantaneira, como o cervo-do-pantanal, a capivara, o tuiuiú e o jacaré.

Devido a baixa declividade desta planície no sentido norte-sul e leste-oeste, a água que cai nas cabeceiras do rio Paraguai, chega a gastar quatro meses ou mais para atravessar todo o Pantanal. Os ecossistemas são caracterizados por cerrados e cerradões sem alagamento periódico, campos inundáveis e ambientes aquáticos, como lagoas de água doce ou salobra, rios, vazantes e corixos.

O clima é quente e úmido, no verão, e frio e seco, no inverno. A maior parte dos solos do Pantanal são arenosos e suportam pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

Preocupada com a conservação do Pantanal a Embrapa instalou, em 1975, em Corumbá, uma unidade de pesquisa para a região, com o objetivo de adaptar, desenvolver e transferir tecnologias para o uso sustentado dos seus recursos naturais. As pesquisas se iniciaram com a pecuária bovina, principal atividade econômica e, hoje, além da pecuária, abrange as mais diversas áreas, como recursos vegetais, pesqueiros, faunísticos e hídricos, climatologia, solos, avaliação dos impactos causados pelas atividades humanas e sócio-economia.

A Planície do Pantanal possui aproximadamente 230 mil km², medida estimada pelos estudiosos que explicam que dificilmente pode ser estabelecido um cálculo exato de suas dimensões, por em vários pontos ser muito difícil estabelecer onde começa e onde termina o Pantanal e as regiões que o circundam, além de a cada fechamento de ciclo de estações de seca e de águas o Pantanal se modifica.

Sua área é de 138.183 km² (64,64% em Mato Grosso do Sul e 35,36% em Mato Grosso (J. S. V. SILVA et al, 1998)). Considerada uma das maiores planícies de sedimentação do planeta, o Pantanal estende-se pela Bolívia e Paraguai, países em que recebe outras denominações, sendo Chaco a mais conhecida.

Sua constituição, única no planeta, é resultado da separação do oceano há milhões de anos, formando o que se pode chamar de mar interior. A planície é levemente ondulada, pontilhada por raras elevações isoladas, geralmente chamadas de serras e morros, e rica em depressões rasas. Seus limites são marcados por variados sistemas de elevações como chapadas, serras e maciços, e é cortada por grande quantidade de rios dos mais variados portes, todos pertencentes à Bacia do Rio Paraguai — os principais são os rios Cuiabá, Piquiri, São Lourenço, Taquari, Aquidauana, Miranda e Apa. O Pantanal é circundado, do lado brasileiro (norte, leste e sudeste) por terrenos de altitude entre 600 e 700 metros; estende-se a oeste até os contrafortes da cordilheira dos Andes e se prolonga ao sul pelas planícies pampeanas centrais.

O Pantanal vive sob o desígnio das águas: ali, a chuva divide a vida em dois períodos bem distintos. Durante os meses da seca — de maio a outubro, aproximadamente — , a paisagem sofre mudanças radicais: no baixar das águas, são descoberto campos, bancos de areia, ilhas e os rios retomam seus leitos naturais, mas nem sempre seguindo o curso do período anterior. As águas escorrem pelas depressões do terreno, formando os corixos (canais que ligam as águas de baías, lagoas, alagados etc. com os rios próximos).

Nos campos extensos cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado, a água de superfície chega a escassear, restringindo-se aos rios perenes, com leito definido, a grandes lagoas próximas a esses rios, chamadas de baías, e a algumas lagoas menores e banhados em áreas mais baixas da planície. Em muitos locais, torna-se necessário recorrer a águas subterrâneas, do lençol freático ou aqüíferos, utilizando se bombas manuais e ou tocadas por moinhos de vento para garantir o fornecimento às moradias e bebedouros de animais domésticos.

As primeiras chuvas da estação caem sobre um solo seco e poroso e são facilmente absorvidas. De novembro a abril as chuvas caem torrenciais nas cabeceiras dos rios da Bacia do Paraguai, ao norte. Com o constante umedecimento da terra, a planície rapidamente se torna verde devido à rebrotação de inúmeras espécies resistentes à falta d'água dos meses precedentes. Esse grande aumento periódico da rede hídrica no Pantanal, a baixa declividade da planície e a dificuldade de escoamento das águas pelo alagamento do solo, são responsáveis por inundações nas áreas mais baixas, formando baías de centenas de quilômetros quadrados, o que confere à região um aspecto de imenso mar interior.

O aguaceiro eleva o nível das baías permanentes, cria outras, transborda os rios e alaga os campos no entorno, e morros isolados sobressaem como verdadeiras ilhas cobertas de vegetação — agrupamentos dessas ilhas são chamados de cordilheiras pelos pantaneiros — nas ilhas e cordilheiras os animais se refugiam à procura de abrigo contra a subida das águas.

Nessa época torna-se difícil viajar pelo Pantanal pois muitas estradas ficam alagadas e intransitáveis. O transporte de gente, animais e de mercadorias só pode ser feito no lombo de animais de carga e embarcações — muitas propriedades rurais e povoações (também conhecidas como corrutelas) localizadas em áreas baixas ficam isoladas dos centros de abastecimento e o acesso a elas, muitas vezes, só pode ser feito por barco ou avião.

Com a subida das águas, grande quantidade de matéria orgânica é carregada pela correnteza e transportada a distâncias consideráveis. Representados, principalmente, por massas de vegetação flutuante e marginal e por animais mortos na enchente, esses restos, durante a vazante, são depositados nas margens e praias dos rios, lagoas e banhados e, após rápida decomposição, passam a constituir o elemento fertilizador do solo, capaz de garantir a enorme diversidade de tipos vegetais lá existente.

Por entre a vegetação variada encontram-se inúmeras espécies de animais, adaptados a essa região de aspectos tão contraditórios. Essa imensa variedade de vida, traduzida em constante movimento de formas, cores e sons é um dos mais belos espetáculos da Terra. Por causa dessa alternância entre períodos secos e úmidos, a paisagem pantaneira nunca é a mesma, mudando todos os anos: leitos dos rios mudam seus traçados; as grandes baías alteram seus desenhos.


DIVERSIDADE

Flora
A vegetação pantaneira é um mosaico de três regiões distintas: amazônica, cerrado e chaco (paraguaio e boliviano). Durante a seca, os campos se tornam amarelados e não sendo raro a temperatura descer a níveis abaixo de 0 °C, e registrar geadas, influenciada pelos ventos que chegam do sul do continente.

A vegetação do Pantanal não é homogênea e há um padrão diferente de flora de acordo com o solo e a altitude. Nas partes mais baixas, predominam as gramíneas, que são áreas de pastagens naturais para o gado — a pecuária é a principal atividade econômica do Pantanal. A vegetação de cerrado, com árvores de porte médio entremeadas de arbustos e plantas rasteiras, aparece nas alturas médias. A poucos metros acima das áreas inundáveis, ficam os capões de mato, com árvores maiores como angico, ipê e aroeira.

Em altitudes maiores, o clima árido e seco torna a paisagem parecida com a da caatinga, apresentando espécies típicas como o mandacaru, plantas aquáticas, piúvas (da família dos ipês com flores róseas e amarelas), palmeiras, orquídeas, figueiras e aroeiras.O pantanal possui uma vegetação rica e variada, que inclui a fauna típica de outros biomas brasileiros, como o cerrado, a caatinga e a região amazônica. A camada de lodo nutritivo que fica no solo após as inundações permite o desenvolvimento de uma rica flora. Em áreas em que as inundações dominam, mas que ficam secas durante o inverno, ocorrem vegetações como a palmeira carandá e o paratudal.

Durante a seca, os campos são cobertos predominantemente por gramíneas e vegetação de cerrado. Essa vegetação também está presente nos pontos mais elevados, onde não ocorre inundação. Nos pontos ainda mais altos, como os picos dos morros, há vegetação semelhante à da caatinga, com barrigudas, gravatás e mandacarus. Ainda há a ocorrência de vitória-régia, planta típica da Amazônia. Entre as poucas espécies endêmicas está o carandá, semelhante à carnaúba.

A vegetação aquática é fundamental para a vida pantaneira: imensas áreas são cobertas por batume, plantas flutuantes como o aguapé e a salvinia. Essas plantas são carregadas pelas águas dos rios e juntas formam verdadeiras ilhas verdes, que na região recebem o nome de camalotes. Há ainda no Pantanal áreas com mata densa e sombria. Em torno das margens mais elevadas dos rios ocorre a palmeira acuri, que forma uma floresta de galerias com outras árvores, como o pau-de-novato, a embaúba, o genipapo e as figueiras.

Animais A região pantaneira possui uma das biodiversidades mais ricas do planeta, como mais de duas mil espécies de aves, peixes, mamíferos e répteis. Alguns animais, como o tuiuiú e o jacaré, tornaram-se verdadeiros símbolos da região.

Os jacarés tem importante papel na preservação da fauna do Pantanal, funcionando como agentes de ciclagem de nutrientes e reguladores da fauna piscícola, controlando inclusive a população de piranhas.

As aves são uns dos maiores atrativos do Pantanal, além de ser sua maior e mais variada população (são 656 espécies). O tuiuiú, a cabeça-seca, o colhereiro e as garças biguás são típicos da região. Muitas espécies fazem seus ninhos em áreas comuns, em árvores que passam a ser chamadas “ninhais” e que são um espetáculo à parte.

Animais típicos do cerrado se concentram em grande número na região, como o cervo-do-pantanal, o cachorro-vinagre, a anta, o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. Há também a ocorrência de grandes felinos, como a onça-pintada, um dos mais temidos predadores da região. Entre os primatas, os mais comuns são o macaco-prego e o bugio.

Fauna
A fauna pantaneira é muito rica, provavelmente a mais rica do planeta. Há 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estão catalogadas cerca de 1800). A mais espetacular é a arara-azul-grande, uma espécie ameaçada de extinção. Há ainda tuiuiús (a ave símbolo do Pantanal), tucanos, piriquitos, garças-brancas, jaburus, beija-flores (os menores chegam a pesar dois gramas), socós (espécie de garça de coloração castanha), jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas.

No Pantanal já foram catalogadas mais de 1.100 espécies de borboletas. Contam-se mais de 80 espécies de mamíferos, sendo os principais a onça-pintada (atinge a 1,2 m de comprimento, 0,85 cm de altura e pesa até 200 kg), capivara, lobinho, veado-campeiro, veado catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo do pantanal, bugio (macaco que produz um ruído assustador ao amanhecer), porco do mato, tamanduá, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, suçuarana, quati, tatu etc.

A região também é extremamente piscosa, já tendo sido catalogadas 263 espécies de peixes: piranha (peixe carnívoro e extremamente voraz), pacu, pintado, dourado, cachara, curimbatá, piraputanga, jaú e piau são algumas das espécies encontradas.

Há uma infinidade de répteis, sendo o principal o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-de-coroa), cobra boca de sapo (sucuri, jibóia, cobras-d’água e outras), lagartos (camaleão, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado).

Veja o ranking agora:


Veja mais fotos AQUI e vídeos AQUI.


Todos os dados aqui postados vêm do site www.votepantanal.com.br, que encampou e vestiu a camisa da campanha, que ora, o Coisas de Mato Grosso está aderindo.
Vote você também, clicando na imagem lá em cima!


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Francisco de Aquino Correia, ou simplesmente "Dom Aquino Correia"


Francisco de Aquino Correia
(Cuiabá, 2 de abril de 1885 — São Paulo, 22 de março de 1956) foi arcebispo de Cuiabá e governante de Mato Grosso. Foi também poeta e escritor, e foi ainda o primeiro mato-grossense a pertencer à Academia Brasileira de Letras (Quarto ocupante da Cadeira 34, eleito em 9 de dezembro de 1926, na sucessão de Lauro Müller e recebido pelo Acadêmico Ataulfo de Paiva em 30 de novembro de 1927). Foi também um dos principais incentivadores à fundação da Academia Mato-grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

Era filho do casal Antônio Tomás de Aquino Correia e Maria de Aleluia Guadie Ley (1847-1867), filha de Joaquim Gaudie Ley e neta de André Gaudie Ley. Iniciou os estudos no Colégio São Sebastião e fez o curso no Seminário da Conceição. Depois, passou a freqüentar o Liceu Salesiano de São Gonçalo, onde recebeu o grau de bacharel em Humanidades. Em 1902, ingressou no Noviciado dos Salesianos de Dom Bosco em Cuiabá, ordenando-se sacerdote em 1903 e iniciando o curso de Filosofia. Em 1904, seguiu para Roma, onde matriculou-se, simultaneamente, na Universidade Gregoriana e na Academia São Tomás de Aquino, por onde haveria de doutorar-se em Teologia, em 1908. Em 17 de janeiro de 1909, já tendo recebido todas as Ordens Menores e Maiores, foi ordenado presbítero.

De volta ao Brasil, foi nomeado diretor do Liceu Salesiano de Cuiabá, cargo que desempenhou até 1914, quando foi designado, pelo Papa Pio X, para titular do Bispado de Prusíade e Auxiliar do Arcebispo da Diocese de Cuiabá, cargo em que foi investido em 1º de janeiro de 1915, aos 29 anos, sendo, então, o mais jovem bispo do mundo.

Em 1919, o papa Bento XV conferiu-lhe os títulos de Assistente do Sólio Pontifício e Conde Palatino. Em 1921, com o falecimento do Arcebispo Dom Carlos Luís de Amour, foi elevado ao Arcebispado de Cuiabá, recebendo o Pálio Arcepiscopal das mãos de Dom Duarte Leopoldo e Silva, arcebispo de São Paulo.


Influente na Política


Em 1917, indicado pelo governo de Venceslau Brás como elemento conciliador, fora eleito governador de Mato Grosso para o período de 1918-1922. Ali se manteve à altura de sua consciência democrática, de sua capacidade construtiva e de seu profundo sentimento patriótico. Amparou a cultura regional, tomando a iniciativa de fundar a Academia Mato-grossense de Letras onde, depois, como titular, seria aclamado por unanimidade Presidente de Honra. Criou também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, do qual foi eleito Presidente Perpétuo.

Suas Obras

  • Odes, poesia, 2 vols. (1917)
  • Terra natal, poesia (1920)
  • A flor d'aleluia, poesia (1926)
  • Discursos, oratória (1927)
  • O Brasil novo, discurso (1932)
  • Castro Alves e os moços, discurso (1933)
  • Oração aos soldados, discurso (1937)
  • O Padre Antônio Vieira, discurso (desconhecida)
  • Nova et vetera, poesia (1947)
  • Cartas pastorais, ensaios e conferências publicadas na imprensa do país, não reunidas em livro.

Escreveu ainda obras de geografia e história: A fronteira de Mato Grosso/Goiás, memória sobre os limites entre os dois estados, e o Brasil em Genebra (1919).

Fonte: Wikipedia

Fique então com uma amostra maior do que Dom Aquino representa para Mato Grosso no cenário da poesia e da literatura nacional, no texto que encontrei no excelente site http://www.antoniomiranda.com.br, na seção "Poesia dos Brasis".


DOM AQUINO CORRÊA



D. Aquino Correia (nome civil: Francisco A. C.), sacerdote, prelado, arcebispo de Cuiabá, poeta e orador sacro, nasceu em Cuiabá, MG, em 2 de abril de 1885, e faleceu em São Paulo, SP, em 22 de março de 1956. Eleito em 9 de dezembro de 1926 para a Cadeira n. 34, na sucessão de Lauro Müller, foi recebido em 30 de novembro de 1927, pelo acadêmico Ataulfo de Paiva.

Era filho do casal Antônio Tomás de Aquino e Maria de Aleluia Guadie-Ley Correia. Cedo revelou sua inteligência, amor aos estudos e vocação religiosa. Iniciou os estudos no Colégio São Sebastião e fez o curso no Seminário da Conceição. Depois passou a freqüentar o Liceu Salesiano de São Gonçalo, onde recebeu o grau de bacharel em humanidades. Em 1902 ingressou no Noviciado dos Padres Salesianos de D. Bosco em Cuiabá, ordenando-se sacerdote em 1903 e iniciando o curso de Filosofia. Em 1904 seguiu para Roma, onde matriculou-se, simultaneamente, na Universidade Gregoriana e na Academia São Tomás de Aquino, por onde haveria de doutorar-se em Teologia, em 1908. Em 17 de janeiro de 1909, já tendo recebido todas as Ordens Menores e Maiores, foi ordenado presbítero.

De volta ao Brasil, foi nomeado diretor do Liceu Salesiano de Cuiabá, cargo que desempenhou até 1914, quando foi designado, por SS. Pio X, para titular do Bispado de Prusíade e Auxiliar do Arcebispo da Diocese de Cuiabá, cargo em que foi investido em 1o de janeiro de 1915, aos 29 anos, sendo, então, o mais moço entre todos os bispos do mundo.

Em 1919, o papa Bento XV conferiu-lhe os títulos de Assistente do Sólio Pontifício e Conde Palatino. Em 1921, com o falecimento do Arcebispo Dom Carlos Luís de Amour, foi elevado ao Arcebispado de Cuiabá, recebendo o Pálio Arcepiscopal das mãos de Dom Duarte Leopoldo e Silva, arcebispo de São Paulo. Em 1917, indicado pelo governo de Venceslau Brás como elemento conciliador, fora eleito governador do seu Estado para o período de 1918-1922. Ali se manteve à altura de sua consciência democrática, de sua capacidade construtiva e de seu profundo sentimento patriótico. Amparou a cultura regional, tomando a iniciativa de fundar a Academia Mato-grossense de Letras onde, depois, como titular, seria aclamado por unanimidade Presidente de Honra. Criou também o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, do qual foi eleito Presidente Perpétuo.

Autor de inúmeras e notáveis Cartas pastorais, de discursos, trabalhos históricos e poesias, D. Aquino Correia publicou Odes, o seu primeiro livro de versos, em 1917, seguido de Terra natal, onde reuniu poemas de exaltação a Mato Grosso e ao Brasil, cheios de suave lirismo e fascínio pelo seu torrão.

"Há, na poesia de D. Aquino disse o embaixador e acadêmico José Carlos de Macedo Soares um forte lirismo que combina bem com o seu poder descritivo, não só quando ele narra um episódio, como também quando invoca uma paisagem ou simplesmente uma viva emoção."

Mais tarde deu a público alguns trabalhos em prosa. O escritor escorreito está em todas essas páginas, tantas delas revelando o interesse de D. Aquino pelas coisas nacionais.

O seu domínio na tribuna pública era absoluto. Não só como orador sacro era admirado, senão também na tribuna das conferências, como o confirmou, em várias entidades culturais. Destacam-se a conferência magnífica sobre o "Centenário do Bispado de Cuiabá", proferida no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, onde foi recebido em 1926; a "Mensagem aos homens de letras", proferida na Academia Brasileira de Letras; "A verdade da Eucaristia", oração inaugural do V Congresso Eucarístico de Porto Alegre, em 28 de outubro de 1948.

Obras: Odes, poesia, 2 vols. (1917); Terra natal, poesia (1920); A flor d’aleluia, poesia (1926); Discursos, oratória (1927); O Brasil novo, discurso (1932); Castro Alves e os moços, discurso (1933); Oração aos soldados, discurso (1937); O Padre Antônio Vieira, discurso (s.d.); Nova et vetera, poesia (1947); cartas pastorais, ensaios e conferências publicadas na imprensa do país, não reunidas em livro. Escreveu ainda obras de geografia e história: A fronteira de Mato Grosso Goiás, memória sobre os limites entre os dois estados, e o Brasil em Genebra (1919).

Gentileza Academia Brasileira de Letras www.academia.org.br, transcrito em:

http://www.biblio.com.br/conteudo/biografias/domaquinocorreia.htm

Poema extraído da obra CHUVA DE POESIAS, CORES E NOTAS NO BRASIL CENTRAL, 2 ed., de Sônia Ferreira. Goiânia:Editora da UCG; Editora Kelps, 2007, com a autorização da autora.



DEUS!



Quem fez, ó minha alma, estas verdes campinas,

Quem fez a bonina, quem fez estes céus?

Quem fez nestas vargens as lindas palmeiras,

Louçãs e altaneiras, quem foi, senão Deus?



Quem fez esses astros que brilham nos ares,

Quem fez dos luares os fúlgidos véus?

Quem fez essas aves gazis e canoras,

Quem fez as auroras, oh! quem, senão Deus?



Quem fez esse plácido olhar do inocente

Que fala, eloqüente, até mesmo aos incréus?

Quem fez o sorriso das mães carinhosas,

Melhor do que as rosas, quem foi, senão Deus?



Quem foi que te deu, com a fé e a esperança,

O amor, essa herança negada aos ateus?

Oh! quem contará outras dádivas santas,

Tão ricas e tantas, que houveste de Deus?



São mais, muito mais que as infindas estrelas,

Que orvalham, tão belas, o azul destes céus;

São mais do que as flores gentis desta terra,

Que, entanto, as encerra infinitas, meu Deus!



Quem, pois, ó minha alma, tem tantos direitos

Aos férvidos preitos dos cânticos teus?

A quem votarás dos teus santos amores

As místicas flores; a quem? só a Deus!








AS LAVRAS DO SUTIL



Antemanhã, quando no céu de leste,

Mal se esgarçava em luz a noite mansa,

Miguel Sutil de Sorocaba avança,

Rumo ao mistério do sertão agreste.



Estrada longa e atroz! Mas ele a investe,

Com redobrado heroísmo, e não se cansa.

Vão-lhe à frente dois índios, e a Esperança

Visões de ouro não há, que não lhe empreste.



E ei-los que chegam a estes sítios belos,

Onde o outro excede todos os castelos,

Do sonho audaz do bandeirante. Lá,



Ao longe, em praias verdes e desertas,

Faiscava o rio... Estavam descobertas

As minas imortais do Cuiabá.








CORUMBÁ



Qual outrora, ao mirífico arrepio

Da onda azul do mar Jonio, a deusa Venus,

Assim nasceste, sob os céus serenos,

À flor do lindo pantanal bravio.



Tão bela é tu, que o teu selvagem rio,

Ao morder estes céspedes amenos,

Dá longas voltas por que possa, ao menos,

Contemplar teu mimoso casario.



E uma vez ele viu (hórrido agouro!)

Ai! Viu-te, como Andrômeda no oceano,

Amarrada a este escolho negro e duro.



Mas tu, calçando-te os talares de ouro

De Mercúrio, largaste o vôo ufano,

Para este azul glorioso do futuro!








RIO ARAGUAIA



Rio que rolas majestosamente,

Sobre diamantes, na itaipava hirsuta!

Não mais te abala, na selvagem luta,

Do bravo Ubirajara o grito horrente!



Não mais, à flor da lânguida corrente,

Por onde o boto espalma a cauda bruta,

Não mais o silvo do vapor se escuta,

Ondeando, além, na praia alvinitente!



Não mais! Não mais! Silêncio... a tarde finda,

E as onda beijam os destroços vagos

De velhas naus, numa elegia infinda...



Mas do teu fado nos castelos magos,

A Glória dorme, com dorme ainda

A pérola na concha dos teus lagos!





Terra Natal. 2ª. ed. 1922





“INDEPENDÊNCIA OU MORTE”



À “Brigada Branca” dos Colégios Salesianos





Foi sobre a tarde, quando o sol declina,

Hora divina das contemplações,

Hora do Gólgota, sublime hora,

Marcada outrora para as redenções.



Deus decretara redimir a terra,

Que o nome encerra da sagrada Cruz,

E a um jovem príncipe entregou a espada

Dessa cruzada de infinita luz.



O herói passava, em seu ginete airoso,

Ao sol radioso, que esmaltava os céus:

O ideal fremia-lhe na fronte inquieta,

Era a silhueta de um estranho deus!



Tinha a seus pés, por pedestal, o outeiro

Alvissareiro do Ipiranga em flor;

E a brisa e as árvores e a onda flava,

Tudo cantava de esperança e amor!



E quando ergueu aquele sabre de ouro,

E como estouro de vulcão fatal,

Rugiu nos céus: “Independência ou Morte”

Tinha no porte, um heroísmo ideal!



Responde ao grito, e, delirante, brada

A cavalgada, que nos fez nação;

E o luso tope, que algemava os braços,

Rola em pedaços no brasílio chão!



Entanto o grito: “Independência ou Morte!”

De sul a norte, num fulmíneo ecoar,

Livres bandeiras pelo azul desata,

Numa fragata lá transpõe o mar!



Desde o Itatiaia, que assoberba os ares,

Até Palmares, repercute a voz:

Ouvem-na os manes dos fatais guerreiros,

Dias, Negreiros e Poti feroz.



Sorri-lhe o espírito imortal de Anchieta,

Anjo e poeta, que o Senhor nos deu;

E, do além túmulo, como que suspira

A infausta lira do gentil Dirceu.



Brota de tudo, e se ouve um hino ardente,

Ardentemente, pelo azul cantar,

Um como hino de Natal que erra,

Do céu à terra, e da montanha ao mar!



E qual Andrômeda, sorrindo agora,

A voz canora do novel Perseu,

Tal surge a Pátria do Cruzeiro lindo,

Livre, sorrindo, para o azul do céu!



Sublime grito: “Independência ou Morte!”

Que o jugo forte do opressor destróis!

Da liberdade és o fatal dilema,

O eterno lema de um país de heróis!



Não és o grito da anarquia infame,

Que espuma e brame, contra Deus e o rei;

Tu és o cântico da liberdade,

Que não evade os muralhões da lei!



Tu és um raio dessa Cruz bendita,

Que além palpita, em nossos puros céus;

És o diadema de uma Pátria ingente,

Que, livre e crente, só se humilha a Deus!



1917





sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Piranhas atacam banhistas em praias e baias de Cáceres



Sinézio Alcântara
de Cáceres



Banhar nas águas do rio Paraguai, nesta época do ano, pode tornar-se uma aventura agradável quanto perigosa. Nos últimos 10 dias, mais de 50 pessoas foram vítimas de ataques de piranha, nas praias e baias em Cáceres. Em alguns balneários e pousadas, os proprietários estão colocando telas de arame dentro do rio, em uma determinada distância da margem, para proteger os banhistas. Em clubes beira-rio, os diretores colocam placas de sinalização, alertando sobre o perigo. Os cardumes infestam também as baias próximas as fazendas na região do pantanal.

No SESI e Iate, clubes localizados no perímetro urbano da cidade, próximo a margem do rio, foram registrados, em menos de uma semana, mais de 15 ataques. Em um dos casos, uma garota de 13 anos, teve um dos dedos do pé, parcialmente, arrancado por uma mordida. “Foi como uma ferroada. Doeu e sangrou muito” disse. Em outro, um banhista atacado teve várias mordidas, na região da panturrilha. “Elas (piranhas) estão cada vez mais vorazes. Mas, somos nós que estamos invadindo seu habitat”, minimizou.

A orientação é para evitar entrar na água. E, em caso de ataque, sair imediatamente, para não deixar que o sangue espalhe e atraia maior número de piranhas no local para não colocar em risco outras pessoas.

“Em todos os anos, neste período, são registrados ataques de piranhas, mas neste, têm ocorrido com maior freqüência”, admitiu Lucides Ortega, presidente do SESI Clube. Embora seja instalado a poucos metros da baia do Malheiros, a direção do SESI implantou vários chuveiros, na área do clube, para tentar evitar que os freqüentadores entrem na água da baia. “Foi a forma encontrada para não parar o clube e tampouco colocar os nossos freqüentadores em risco”, observou Ortega.

Relatos mais surpreendentes, no entanto, chegam da região do pantanal. O peão de boiadeiro Manoel de Campos, conhecido por “Mané Siri” diz que as baias que não secaram com o longo período de estiagem estão infestadas de piranha. E, os animais (bois e cavalos) que arriscam entrar na água para saciar a sede sofrem com as mordidas das piranhas. “O perigo está em todo lugar. No seco corremos o risco de um ataque de onças pintadas que se multiplicam na região e na água enfrentamos as piranhas cada vez mais famintas”, reclama.

Nas praias e baias de Cáceres, especificamente, os cardumes são de espécies consideradas pequenas, de no máximo 20 centímetros. Especialistas ainda não manifestaram sobre o fenômeno. Curiosos, entretanto, atribuem os ataques ao período de desova. “Nesse período quando elas estão desovando, geralmente, ficam mais famintas e agressivas”, afirmou o pescador João Leopoldo Alves.

Fonte: 24 horas news

PIRANHAS: DENTES ATERRORIZANTES DOS RIOS

Com o corpo chato em forma de disco costuram alguns rios e lagos, com movimentos rápidos e na maioria das vezes em grupo. A cabeça achatada frontalmente, boca rasgada para região posterior da cabeça e semi aberta deixando amostra dentes triangulares, laminares e aguçados, próprios para cortar e dilacerar. O dois orifícios para respiração e os olhos grandes localizados lateralmente na face, aumentam ainda mais a expressão fria e aterrorizadora (Fig. 1 e 2).

Fig.1 – Observar o posicionamento, o relacionamento dos dentes e o conjunto das estruturas faciais resultando realmente em uma fisionomia agressiva.

Fig. 2 – Vista lateral onde pode ser observada a perfeita distribuição dos dentes que funcionam como uma verdadeira tesoura afiada.

Muitas vezes, por habitar águas de aparência calma e conviver em cardume (algumas espécies), torna-a traiçoeira e fatal. Provavelmente, nenhum outro animal nos rios mete mais medo que a PIRANHA. Tornou-se bem conhecida e muito temida no interior do Brasil desde a época das Entradas e Bandeiras, devido sua voracidade. O simples cheiro de sangue e/ou movimentos imprevistos na água faz com que as piranhas se reunam em dezenas. Nos rios habitados por piranhas, é prudente tomar cuidado, ao lavar carcaças, couro ou quaisquer animais sangrando, pois freqüentemente, elas agridem mãos, pés ou lábios, de pessoas ou animais que ali vão apanhar água ou bebe-la. Costumam permanecer nestes locais longos espaços de tempo, dispersando-se posteriormente quando voltam ao seu comportamento normal (Fig.3).

Fig. 3 – Evidenciando a reunião e alvoroço de piranhas após o lançamento de um peixe ferido de grande porte dentro do rio.

O temor em relação ao ataque de piranhas deve ser analisado com critério, pois este normalmente está alicerçado numa soma de lendas, relatos fantásticos de homens que vivem em regiões habitadas por elas, leituras mal interpretadas de livros de aventura e em filmes cinematográficos aonde elas chegam até voar para atacar suas vítimas.

As piranhas são peixes predadores por isto se alimentam de quaisquer outros animais, sua dieta usualmente consiste de pequenos peixes, pássaros e animais que por ventura caiam dentro d'água onde elas habitam. Mas não podem ser conceituadas como "devoradoras de homens". Sim, elas são carnívoras, mas o homem não faz parte de sua cadeia alimentar. As piranhas são antes de tudo umas comedoras de peixes e outros animais aquáticos.

A maioria dos acidentes com as piranhas acontecem quando os dois, peixe e pescador estão fora d'água. Tirar um anzol da boca de uma piranha não é tarefa difícil, mas deve ser feita com cuidado, pois ao menor descuido, seus dentes provarão que são afiados como navalha (Fig 4). A sugestão é primeiramente matá-la e/ou remover cuidadosamente o anzol com alicates (Fig. 5). Após isso, o peixe deve ser colocado em local protegido, de preferência dentro do viveiro do barco. É relatado acidente durante uma pescaria muito movimentada, onde os peixes fisgados eram jogados em qualquer local do barco, ficando espalhados sobre o estrado da embarcação. Em determinado momento, um dos pescadores, descalço, levantou-se e foi ao outro extremo da embarcação. No trajeto, pisou próxima a boca de uma piranha ainda viva. Como resultado, teve seu dedo menor praticamente amputado na hora.

Fig. 4 – Acidente com ferimento da mão provocado por mordida de piranha.

Fig. 5 – Observar a fixação firme da cabeça da piranha com uma das mãos e a outra manipulando uma pinça para remoção do anzol.

Outro acidente comum é na hora de limpá-las, se não estiverem realmente mortas, é inevitável o acidente, esta observação deve ser feita com muito detalhe porque elas sobrevevivem muito tempo fora d'água, e pode estar sendo passada como morta. E por falar desta capacidade que a piranha tem de sobreviver fora d'água por longo período de tempo. Lembro-me o primeiro contato que tive com uma destas, foi em meados dos anos 70, numa pescaria em forma de caravana com grandes e verdadeiros amigos (Os Bozolas: Sô César, Paulo Capelão e Paulinho "PC"; Adalberto “Bertuin”; Osvaldo Sérvulo; Gilberto Motta; Celso Sapia “jaburu”; João Alberto “Janjão”, Adalberto “Betinho”, Luiz Henrique “Bolo'', Carlos Tavano; os irmãos violeiros Osvaldo e Reinaldo Nogueira...)”. Foi lá pelas bandas de Goiás, especificamente no Rio do Peixe (afluente do Rio Araguaia), naquela época o rio era pouco explorado. De beleza única, com lindas praias recobertas por um manto alvo de areia que fazia contraste espetacular com o verde das vegetações que acompanham as margens do rio e a inesquecível presença das aves coloridas e animais donos do lugar. Para o pincel de um sensível pintor (saudoso Veiga), toda aquela paisagem, com certeza, seria motivo para um extraordinário quadro. Bem, após o levantamento do acampamento, alguns companheiros, logo prepararam suas tralhas e saíram de barco, em algumas horas estavam de volta, todos animados com vários tucunarés, pacus e junto uma piranha que foi jogada na praia. Tempos depois andando pela praia a observar a beleza natural do local, deparei com aquela piranha abandonada que parecia morta. A curiosidade de examinar seus dentes fez com que eu agachasse e sacando a faca da bainha (pura sorte) coloquei-a entre as arcadas dentárias, para minha surpresa a “safadinha” ainda estava viva e parecendo ajuntar suas últimas forças, com um movimento rápido e enérgico trincou os dentes, senti na lamina sua força e o estrago que poderia provocar em algum tecido mole do corpo humano.

Outra condição que elas apresentam real perigo é quando na época das chuvas, acontece nos rios da Bacia Amazônica ou em rios do Pantanal o fenômeno da vazante em que as águas chegam invadir quilômetros de terra de suas margens. Com o passar desta época e o rio voltando ao seu leito normal, presenciamos a formação de centenas de lagoas e pequenos lagos sazonais, onde ficam aprisionados grandes espécies de peixes inclusive as piranhas, que com o decorrer do tempo as águas destes lagos vão ficando escassas e a disputa de espaço e alimento torna-se questão de sobrevivência. Então nestas condições realmente as piranhas ficam demasiadamente agressivas e ferozes, fazendo até jus a fama que lhes tem sido atribuída.

Isso tudo o que você leu sobre esses peixes carnívoros veio do excelente site "Saúde Animal", onde você encontra muito mais informações sobre Piranhas e muitos outros animais.
Faça uma visita!


quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Justiça de Cuiabá aplica Lei Maria da Penha para proteger um homem


Do UOL Notícias
Em São Paulo

http://donetzka.nireblog.com/blogs1/donetzka/files/raiva-agressao-mulher-bate-em-homem-c-porrete-animado.gif

A Justiça de Cuiabá determinou, de maneira inédita, que um homem que vem sofrendo constantes ameaças e agressões por parte da ex-companheira após o fim do relacionamento seja protegido pela Lei Maria da Penha, criada originalmente com o objetivo de proteger a mulher da violência doméstica praticada pelo homem. As informações são da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A vítima entrou na justiça alegando que vem sofrendo agressões físicas, psicológicas e financeiras por parte da ex-mulher e apresentou vários documentos para sustentar sua acusação, tais como o pedido de exame de corpo de delito, a nota fiscal de conserto de veículo avariado pela ex-companheira e diversos e-mails difamatórios e intimidatórios enviados pela ré.

Por analogia, Mário Roberto Kono, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, reconheceu a necessidade de aplicar a Lei Maria da Penha. Segundo o juiz, embora aconteça em número consideravelmente menor, existem casos em que o homem é a vítima de violência doméstica, "por sentimentos de posse e de fúria que levam a violência física, psicológica, moral e financeira."

"Por algumas vezes me deparei com casos em que o homem era vítima do descontrole emocional de uma mulher que não media esforços em praticar todo o tipo de agressão possível. Já fui obrigado a decretar a custódia preventiva de mulheres 'à beira de um ataque de nervos', que chegaram a tentar contra a vida de seu antigo companheiro, por pura e simplesmente não concordar com o fim de um relacionamento amoroso", disse o juiz.

Na decisão, o magistrado enfatizou que o homem não deve se envergonhar em buscar socorro junto ao Poder Judiciário para fazer por um fim às agressões da qual vem sendo vítima. "É sim, ato de sensatez, já que não procura o homem/vítima se utilizar de atos também violentos como demonstração de força ou de vingança, e compete à Justiça fazer o seu papel de buscar uma solução para os conflitos."

Com a decisão de Mário Roberto Kono, do Juizado Especial Criminal Unificado de Cuiabá, a ré deve se manter a uma distância mínima de 500 metros da vitima e está impedida de manter qualquer contato com o ex-marido, seja por telefonema, e-mail ou qualquer outro meio direto ou indireto. Se não cumprir a determinação, a ré pode ser enquadrada pelo crime de desobediência e até mesmo ser presa.

Fonte: UOL

O blog "Tânia Defensora" (não é por ser da minha esposa, mas...), leva muito a sério e discute com muita propiedade a "Lei Maria da Penha" em todos os seus aspectos. Se você está interessado nesse tema, lá é o lugar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Curso de Bioconstrução em Chapada dos Guimarães-MT


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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Prefeito interino administra cidade de dentro da cadeia

O presidente da Câmara de Juscimeira está preso por crime eleitoral e mesmo assim assumiu o cargo de prefeito interino.
Redação TVCA



O presidente da Câmara Municipal de Juscimeira (156 km de Cuiabá), Arthur Queiróz Neto, teve autorização da Justiça para tomar posse do cargo de prefeito interino, dentro da cadeia pública da cidade. Ele foi preso no último domingo, dia das eleições, acusado de compra de votos.

Há mais de 20 dias o prefeito de Juscimeira, Dener Araújo Chaves, foi afastado do cargo por ser acusado de improbidade administrativa. Já o vice-prefeito, Edivaldo Araújo da Silva, está licenciado da função para tratamento de saúde. Por isso, o presidente da Câmara, mesmo estando detido, assumiu o cargo de prefeito interino.

O vereador Lindomar Duarte da Silva explicou sobre a posse que foi realizada ontem. "Os funcionários públicos estavam sem pagamento, a saúde parada. Então tivemos que empossar ele dentro da cadeia municipal para que possa governar o município", afirmou.

Segundo o diretor da unidade prisional, Zidel José de Souza, se houver urgência, Arthur Queiróz Neto poderá despachar documentos da Prefeitura de dentro da cela. "Nós vamos analisar a necessidade da assinatura dele", observou.

Mudanças no Executivo

Alguns moradores não conseguiram entender tanta mudança no Executivo. Damaceno Leite, morador de Juscimeira, por exemplo, disse não saber como agir diante desta situação. "Não podemos chegar no poder público e falar sobre algo que esteja acontecendo na cidade. Temos que ficar quietos, porque estamos sem prefeito", comentou.

Enquanto a Justiça não resolver o caso, a população de Juscimeira terá que esperar até o dia 1º de janeiro, data marcada para a posse do novo administrador e também dos vereadores eleitos no dia 5 de outubro.


Hehe! Gabinete apropridado para os nossos políticos...


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O Parque Florestal de Sinop

Vista Aérea do Parque Florestal - Foto: Biro Curado

Localizado na região Norte do Estado de Mato Grosso, a 500 km de Cuiabá, o município de Sinop mantém em sua região urbana central uma área de conservação ambiental. Trata-se do Parque Florestal de Sinop, que foi idealizado e criado com o objetivo de proporcionar lazer à comunidade sinopense, preservando tanto quanto possível as áreas nativas e arborizando-as na mesma forma.
O Parque possui área de natureza pública de grande relevância ecológica, possibilitando o desenvolvimento de atividade de educação ambiental e turística em contato direto com a natureza.
O Parque que é uma Reserva de Preservação Permanente (RPP) está dividido em três sub-Reservas: R-10, R-11 e R-12.
A R-11 é aberta ao público e recebe em média 10 mil visitantes por mês. Possui área de 43,56 hectares, com um lago de 30.000 m² e uma nascente dentro da própria reserva. A mata nativa que permanece em parte preservada, apresenta grande biodiversidade em relação à fl ora e fauna regionais.
A bióloga Cristiane Cesco Diel, que trabalha na Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, conta que o Parque está estabelecendo parcerias com universidades para levantamento de dados da flora e da fauna. Também diz que um dos próximos projetos é implantar no Parque um Centro de Educação Ambiental.
O Parque está aberto para visitações de terça a domingo, das 08 horas às 17 horas.


A fauna é um grande atrativo do Parque, exemplo a Arara
Canindé (Ara ararauna) - Foto: Cristiane Cesco Diel

Ponte do Lago do Parque - Foto: Cristiane Cesco Diel

Fonte:
Revista do CRBio

domingo, 5 de outubro de 2008

Resultados das Eleições nos principais municípios de Mato Grosso


Segundo Turno confirmado em Cuiabá!




Em Cuiabá, cerca de 57.352 eleitores não compareceram as urnas nesta domingo para eleger os novos gestores da capital. Na capital, os eleitores somam um pouco mais de 380 mil.

No entanto, resta uma nova oportunidade para o segundo turno que será disputado entre o candidato Wilson Santos (PSDB), com 141.327 votos (47,92%) e Mauro Mendes (PR), com 78.415 votos (26,59%), no proximo dia 26 de outubro.
Já nesta quarta-feira (8), comecam novamente as campanhas politicas na telavisao e radio.

Confira abaixo os 19 vereadores eleitos em Cuiabá:


Everton Pop (PP)
Lutero Ponce (PMDB)
Francisco Vuolo (PR)
Edivá Alves (PSDB)
Clovito (PTB)
Chico 2000 (PR)
Leve Levi (PP)
Ivan Evangelista (PPS)
Paulo Borges Júnior (PSDB)
Adevair Cabral (PDT)
Domingos Sávio (PMDB)
Lúdio Cabral (PT)
Prof. Néviton (PRTB)
Antonio Fernandes (PSDB)
Lueci Ramos (PSDB)
Deucimar (PP)
Ralf Leite (PRTB)
Toninho de Souza (PDT)

Murilo Domingos obtém 57% dos votos e é reeleito prefeito de Várzea Grande

O prefeito de Várzea Grande foi reeleito para governar o município por mais quatro anos. Murilo obteve 72.519 votos (57%) e conquistou uma vantagem de mais de 25 mil votos sobre seu principal adversário, o ex-governador Júlio Campos (DEM).

Júlio obteve 45.978 (36%) votos. Em terceiro lugar ficou o atual vice-prefeito Nico Baracat (PMDB) com 7057 votos (6%).

Seis vereadores de Várzea Grande foram reeleitos para os próximos quatro anos. É o que indica o fechamento das urnas apuradas neste domingo (05.10). Pelo resultado, o índice de renovação na câmara municipal chega a aproximadamente 53,9%.

Confira abaixo os 13 vereadores eleitos em Várzea Grande:

1º) Wanderley Cerqueira (PR) – 3.939 votos
2º) Baiano Pereira (DEM) – 3.816 votos
3º) Wiltinho Pereira (PR) – 3.682 votos
4º) Chico Curvo (DEM) – 3.072 votos
5º) Irmão Cardoso (PR) – 3.051 votos
6º) Maninho de Barros – 2.997 votos
7º) Toninho do Glória – 2.679 cotos
8º) Domingos Sávio – 2.510 votos
9º) Isabella – 2.331 votos
10º) Marcos Boro – 2.216 votos
11º) Madureira – 2.099 votos
12º) Professor Fábio – 1.783 votos
13º) Hilton Gusmão – 1.293 votos

Pátio vence em Rondonópolis impõe derrota "em casa" a Blairo Maggi

O governador Blairo Maggi sofreu uma importante derrota nestas eleições municipais. Em Rondonópolis, seu reduto eleitoral, o candidato a reeleição e que detinha sei apoio, Adilton Sachetti (PR), foi derrotado pelo deputado Zé Carlos do Pátio (PMDB).

Com 100% das urnas apuradas, Pátio venceu com uma diferença de quase 5 mil votos. O deputado obteve 51.775 (52,43%) contra 46.975 (47,57%).

A disputa foi acirrada durante toda a apuração. Pátio sempre manteve a frente de pouco mais de 4 mil votos sobre Sachetti. A confirmação da vitória de Pátio vei com 98% das urnas apuradas.


Veja outros resultados aqui:




Votações

CUIABÁ
Candidato Número Votos Porcentagem
Wilson Santos
141327 47,92
Mauro Mendes
78415 26,59
Walter Rabello
49954 16,94
Waltenir Pereira
14386 4,88
Procurador Mauro
10833 3,67




RONDONÓPOLIS

Candidato Número Votos Porcentagem
Zé do Pátio 51775 52,43
Sachett 46975 47,57




CÁCERES

Candidato Número Votos Porcentagem
Ricardo Henry 21084 49,23
Túlio Fontes 20572 48,03
Beto do São Lucas 1175 2,74




VÁRZEA GRANDE
Candidato Número Votos Porcentagem
Murilo Domingos 72135 57,86
Julio Campos 45529 36,52
Nico Baracat 7012 5,62

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Ginásio Aecim Tocantins e Copa América de Vôlei 2008

video













O Ginásio Aecim Tocantins foi inaugurado em 31/05/2007 com capacidade para 11 mil espectadores e com todas as exigências e normas internacionais instaladas. É o terceiro maior Ginásio do País perdendo apenas para o Mineirinho e o Maracanazinho.

É nele que acontece até domingo a sétima edição da Copa América de Vôlei.

TABELA

GRUPO A: ESTADOS UNIDOS - CUBA - ARGENTINA

GRUPO B: BRASIL – VENEZUELA – MÉXICO

PROGRAMAÇÃO

Fase Preliminar

24/09 – GINÁSIO AECIM TOCANTINS

17 horas (18h de Brasília) – ESTADOS UNIDOS X CUBA

20 horas (21h de Brasília)- BRASIL X MÉXICO - SPORTV

25/09 – GINÁSIO AECIM TOCANTINS

17 horas (18h de Brasília) - ESTADOS UNIDOS x ARGENTINA

20 horas (21h de Brasília)- BRASIL X VENEZUELA - SPORTV

26/09 – GINÁSIO AECIM TOCANTINS

17 horas (18h de Brasília)- CUBA x ARGENTINA

20 horas (21h de Brasília)- VENEZUELA X MÉXICO

27/09 – GINÁSIO AECIM TOCANTINS

15 horas (16h de Brasília)- SEMIFINAL 1

18 horas (19h de Brasília)- SEMIFINAL 2 - SPORTV

21 horas (22h de Brasília)- DISPUTA DE 5º LUGAR

28/09 – GINÁSIO AECIM TOCANTINS

8h30 (9h30 de Brasília)- DISPUTA DE 3º LUGAR

11h30 (12h30 de Brasília)- FINAL - SPORTV


Torcida Brasileira durante o jogo Brasil x Venezuela, em que o Brasil saiu vitorioso.


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

60 anos de emancipação de "Barra do Garças", a cidade do "Aeroporto para Discos Voadores"


Barra do Garças
, a cidade do "Discoporto", situada a 509 km de Cuiabá, completa hoje 60 anos de sua emancipação política.


Foto: Edevilson Arneiro
Encontro dos rios Araguaia e Garças, em época de cheias (ao fundo a Serra Azul)


Foto: Genito Santos
Cachoeira da Usina, no Parque Estadual da Serra Azul,
localizada a 4 km do centro de Barra do Garças


Segundo a Wikipedia, quanto ao turismo, Barra do Garças é privilegiada. Praias paradisíacas em junho, julho e agosto, quando no resto do Brasil é pleno inverno; águas termais como em Caldas Novas; turismo místico como em Alto Paraíso.

A Serra do Roncador, é meca do turismo místico. Consta que foi procurando pela Civilização perdida de Atlântida, que o Coronel Fawcett, desapareceu misteriosamente. Consta que os povos atlantis não só existem, mas possuem cidades subterrâneas cuja entrada fica nas cercanias da Serra do Roncador.

Também com a intenção de movimentar o turismo, na década de 90 já houve um projeto municipal de construir um "Aeroporto para discos voadores" na cidade. Veja mais sobre o "Discoporto" de Barra AQUI e AQUI.

Colonização da cidade iniciou nas margens dos rios
Da Redação da Gazeta Digital


O nome da cidade se deve ao fato de sua colonização ter se iniciado nas margens dos rios Garças, confluência com o Araguaia. Barra do Garças pertencia ao município de Araguaiana. Foi elevada à categoria de município em 15 de setembro de 1948, sendo o maior município do mundo com 285 mil quilômetros quadrados. Aos poucos, parte dessa área foi se tornando outros municípios da região, reduzindo a área ao tamanho atual (9.171 km2).

A população da cidade foi formada por imigrantes goianos, paraenses, mineiros, maranhenses e baianos, no ciclo do garimpo de diamantes. Atualmente vivem lá mais de 60 mil pessoas. Entre elas, muitos místicos que visitaram o local e fundaram comunidades esotéricas. De vez em quando essas comunidades organizam cerimônias para entrar em contato com os seres extraterrestres que, dizem, visitar a região.

O produtor de um programa de esportes radicais da cidade, Genito Santos, explica que as histórias místicas começaram com o mistério do sumiço do coronel Percy Harrison Fawcett (1867-1925), um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, localizada naquela região.

A história até hoje é motivo de mistério, o que tem atraído a atenção de Holywood. A saga de Indiana Jones é baseada em relatos de Fawcett e o ator Brad Pitt cogita filmar na região baseado no diário do coronel, de quem fará o papel. A lenda que Fawcett se tornou é tão forte que há um homem que vive há anos ao pé da serra do Roncador, conhecido como Maurinho da Serra. Lá ele espera encontrar indícios do paradeiro do coronel.

Há também a história dos seres intra-terrestres. Conforme Genito, há lendas sobre pessoas que viram de "homens-morcegos" que viveriam em cavernas debaixo da terra. Não há nenhum relato contundente sobre o assunto. (AN)

Natureza é Exuberante

Barra do Garças transpira natureza. Mas, sem dúvida, uma das grandes atrações ambientais da localidade é o Parque Estadual da Serra Azul. Criado em 31 de maio de 1994, pela lei n°. 6.439, sua área é de pouco mais de 11 mil hectares. Antes do parque os índios bororós utilizavam o local para sua subsistência e o denominavam Kieguereirial que significa "morro, lugar dos pássaros" devido a grande diversidade de aves que ali habitam. A fauna e a flora são exuberantes e convivem harmoniosamente com cachoeiras, fendas e cavernas, sítios paleontológicos e arqueológicos, trilhas e bosques nativos.

Para cuidar de tudo isso o parque conta com uma gestão participativa entre Estado e sociedade. Isso dá ao local a proteção do envolvimento da comunidade, que ajuda o Estado a decidir o que é bom para a gestão da área.

Na área há também: um complexo de 14 cachoeiras; o marco do centro geodésico do Brasil; o local do futuro discoporto; a caverna dos Pezinhos - com inscrições pré-históricas - e o Mirante do Cristo. Desse ponto é possível ver o encontro dos rios Garças e Araguaia, cujas águas não se misturam.

Rio histórico - O Araguaia desempenhou um papel de destaque na história da cidade: serviu de entrada para os pioneiros, de palco para os garimpeiros e de cenário para a Guerrilha do Araguaia. Hoje é uma das maiores atrações da cidade, atendendo aos amantes dos esportes náuticos e da pesca onde apresenta peixes típicos da bacia Amazônica.(AN)

Visite também o site oficial da Prefeitura Municipal.

Assista ao vídeo "Barra do Garças Radical":



Parabéns, Barra do Garças!


domingo, 7 de setembro de 2008

7 de Setembro: Dia da Independência. Será?

Independente ou não, fica aqui a homenagem deste blog a esta data, com um vídeo que mostra o Hino Nacional em vários ritmos, incluindo a "Viola de Cocho", instrumento tradicional da cultura mato-grossense:




sábado, 6 de setembro de 2008

Cururu e siriri: o resgate de duas tradições que colorem Mato Grosso


LUNA KALIL
Enviada especial a Cuiabá (MT)*

Duas manifestações folclóricas típicas da região pantaneira poderiam ter sido extintas se não fosse a dedicação de gerações em passar para frente os versos, passos e seqüências que fazem parte da cultura popular de Mato Grosso. Tradições seculares de origem indígena, mais populares nas zonas rurais e ribeirinhas, o cururu e o siriri não foram registrados em livros, nem em museus. Eles foram passados de geração para geração, de pai para filho, e devem sua sobrevivência à tradição oral. Até hoje, há pouca bibliografia sobre o assunto e os estudos que existem se baseiam normalmente nos relatos e na memória de alguns personagens que, aos 50, 60, 70, 80 e quase 90 anos de idade, contribuem para manter a tradição viva.

Assim como as escolas de samba no Carnaval, os grupos de siriri ensaiam o ano inteiro para, em agosto, mês do folclore mato-grossense, se apresentarem no festival em Cuiabá. Nos meses que antecedem o evento, eles se reúnem de duas a três vezes por semana para o treino.

Durante o festival, são 30 minutos de apresentação para cada grupo, mas que parecem durar uma eternidade. Dos dois lados do palco, os músicos tocam em uma pequena plataforma, dando força à coreografia. Os mais velhos, com lágrimas nos olhos, se orgulham da tradição pantaneira. Os mais novos, que antes tinham vergonha de dançar, mantêm o sorriso no rosto durante quase todo o espetáculo. Na arquibancada, crianças e adolescentes acompanham os passos ao ritmo dos grupos agitando a estrutura de metal. No siriri, ganham vida e interagem nas coreografias elementos de outras culturas, como o bumba-meu-boi e animais como o pássaro tuiuiú e a cobra sucuri.

A mulher que não deixou o siriri morrer

"Você está muito Parintins com esse cinto", diz com humor a turismóloga Ligiane Dauzacker para Dona Domingas, apontando para o cinturão de penduricalhos indígenas que a fundadora do primeiro grupo de siriri de Cuiabá carregava ao redor de seu corpo. Ligiane se referia à tradição folclórica amazonense, que tem alguns elementos semelhantes ao cururu e siriri de Mato Grosso. Dona Domingas caminhava em direção à porta da sala de imprensa, logo após ter dado uma entrevista para os jornalistas de São Paulo e do Rio, levados pela primeira vez para assistir ao festival em Cuiabá.

Dona Domingas é Domingas Eleonor da Silva, uma das lendas vivas da dança popular mato-grossense. "Eu sou uma das mães do siriri", se autodefine a cuiabana de 53 anos, que "há 47 " ajuda a resgatar a o folclore da região. Nascida na comunidade ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, região onde surgiu a cidade de Cuiabá, foi a primeira mulher de Mato Grosso a tocar o tamborim e ganhou fama por enfrentar de igual para igual cururueiros em roda.

Alfa Canhetti/Divulgação
Apresentação do grupo Flor Ribeirinha, um dos mais tradicionais de Cuiabá, na 7ª edição do Festival Cururu Siriri

VEJA MAIS FOTOS DE CURURU E SIRIRI

Hoje preside a Federação das Associações dos Grupos de Cururu e Siriri do Estado de Mato Grosso, que, recentemente, ganhou até uma sala dentro da Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. "Enquanto eu for a presidente das associações, o festival será gratuito, para dar oportunidade para quem quiser ver."

A cuiabana, que fundou há 17 anos o grupo Flor Ribeirinha, um dos mais conhecidos na capital mato-grossense, diz ter no sangue a tradição indígena da dança e da música.

Siriri e cururu

'Brincar de dançar o siriri' é uma prática também encontrada no Nordeste e em outros Estados brasileiros. Em Mato Grosso, ele é dançado por crianças, homens e mulheres em rodas ou fileiras formadas por pares, que acompanham toadas cujos temas mudam de verso para verso e cujas composições exaltam santos, cidades, a natureza e até pessoas. Tocado em festas e reuniões, a origem do nome siriri é obscura e alguns acreditam ter esse nome em referência a um bicho homônimo.

Na dança, as meninas e mulheres mexem as longas e coloridas saias (com estampas florais) e batem os pés descalços no chão, um ritual que serve para tirar o mau espírito, que, segundo Dona Domingas, é mantido para não desapontar a tradição indígena; os homens e meninos acompanham a toada e os passos com palmas e pisadas fortes. "Eles usam sapatos porque fazem uma espécie de sapateado", explica. Os grupos de siriri têm diferenças entre si: há alguns mais lentos e outros têm batidas distintas na viola de cocho. "As diferenças valorizam a tradição. Por isso, devemos manter cada grupo do jeito que eles são."

"O cururu é pra cantá;
o cururu é pra dançá,
e agora vamos falá;
da linda Cuiabá"
(estrofe da composição "Avoa, Avoa Tuiuiú")

Veja vídeo sobre o Festival Cururu Siriri 2008:


O cururu é um ritmo tocado somente por homens que se vestem elegantemente, com improvisações e repentes elaborados na hora. Alguns versos são feitos de improviso, outros já estão na memória do povo. Segundo contam os "mestres", no passado, os versos eram feitos, entre outras coisas, para conquistar mulheres. O ritmo se apresenta em roda e, ainda hoje, mantém a característica de desafio, em letras que exaltam as belezas naturais da região, como a Chapada dos Guimarães e a fauna do Pantanal, e temas religiosos.

A viola de cocho, elemento essencial

Típica da região pantaneira, a viola de cocho é um dos instrumentos-base do cururu e do siriri. Mesmo com poucas notas, é um elemento fundamental para o ritmo. Esculpidas em madeira inteiriça de vários tipos, são feitas artesanalmente e levam cerca de oito dias para ficar prontas. Geralmente, medem 70 cm de comprimento e 25 de largura. São cinco cordas, confeccionadas de vários tipos de materiais, entre eles, a fibra vegetal e a linha de pesca.

Além da viola, o cururu e o siriri também são acompanhados pelo ganzá, conhecido como reco-reco, e pelo mocho ou tamboril, espécie de banco de madeira com assento feito de couro cru, instrumento que não pode parar de ser tocado durante a apresentação, já que sua batida é essencial para os ritmos. Para fazer cururu são necessários pelo menos dois cantadores, um tocando viola de cocho e outro ganzá.

Um dos produtores do instrumento mais requisitados do Estado é Alcides Ribeiro, filho de um dos cururueiros mais antigos de Cuiabá, Caetano Ribeiro dos Santos, conhecido por Seo Caetano, de 83 anos. Manoel Severino de Morais, 79, outro mestre do cururu, também ajuda na produção caseira do instrumento, que pode custar até R$ 480. Em Mato Grosso, há mais de 50 artesãos que produzem a viola de cocho.

Artesão mostra como produz a viola de cocho; veja:


O festival que acontece em agosto

Há sete anos, a festa elaborada para celebrar manifestações culturais típicas reúne grupos de todo o Estado e resgata a origem das culturas da região pantaneira. "Um povo sem cultura não existe", diz Dona Domingas.

O festival, que este ano aconteceu de 28 a 31 de agosto, é uma espécie de Carnaval típico e exclusivo de Mato Grosso. Logo após o término do evento, figurinistas, maquiadores, coreógrafos e professores talentosos já começam a trabalhar na preparação do ano seguinte, em que são escolhidas novas toadas, assim como os sambas-enredos do Carnaval, e são preparadas as novas coreografias. Os santos homenageados costumam acompanhar os grupos dentro e fora dos palcos e figuram entre os elementos cruciais das apresentações.

Segundo Dona Domingas, a parte religiosa serve para estimular o grupo. "Sem ela, a dança perde a força." Em 2008, o grupo Flor Ribeirinha homenageou a Nossa Senhora do Pantanal.

Festival Cururu Siriri de Cuiabá
Quando: em agosto
Onde: na praça Cururu Siriri, na região do porto, em Cuiabá (MT)
Quanto: entrada franca
Mais informações: www.festivalcururusiriri.com.br

* A jornalista LUNA KALIL viajou a convite da organização do festival

Fonte: UOL Viagem

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Pantanal concorre à votação das "7 Maravilhas Naturais da Terra"

Via: só notícias mas, que eu vi no Cuiabá News, do meu amigo Maninho! E fotos daqui.



O Pantanal, representado pelo Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, está concorrendo ao título de uma das 7 maravilhas naturais da terra. O concurso, de caráter internacional, é promovido pela entidade New7Wonders, a mesma que realizou a eleição das novas maravilhas monumentais do planeta, com a eleição do Cristo Redentor (RJ). Agora, a escolha é das sete maravilhas da natureza.

Para falar sobre o concurso e buscar o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para a campanha de escolha do Pantanal, o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima visitou nesta segunda feira, a coordenadora de Ecossistemas, da Superintendência de Biodiversidade da Sema, Gabriela Priante.

Além do Pantanal, do Brasil também concorrem os Lençóis Maranhenses, a Floresta Amazônica, o arquipélago de Fernando de Noronha, o Monte Roraima, o Parque Nacional do Iguaçu e o morro do Pão de Açúcar. A votação se encerra no dia 31/12 deste ano. As 21 maravilhas da natureza mais votadas nessa primeira etapa concorrem, numa segunda etapa, para escolha das sete maravilhas naturais.

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, que na votação representa o Pantanal Mato-grossense, situa-se a montante da confluência dos rios Paraguai e Cuiabá, os dois principais formadores do Pantanal. Na planície fluviolacustre onde está situado, formada por lagoas de dimensões diversas, estão as de Uberaba e Gaíva, localizadas na faixa de fronteira Brasil/Bolívia e tem como um de seus limites o Rio Paraguai.

Conectado a áreas protegidas fronteiriças, o Parque Nacional estabelece ligação com a Área Natural de Manejo Integrado San Matias localizada em território boliviano, através das Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) Fazenda Acurizal e Penha, as quais se situam na fronteira brasileira, e que, juntamente com o Parque Nacional do Pantanal e o Parque Estadual do Guirá, formam um importante mosaico de áreas protegidas.


Unidade de Conservação, de proteção integral, o Parque Nacional abriga uma amostra significativa do ecossistema pantaneiro, e devido a sua beleza cênica e alto grau de conservação, foi reconhecido como Patrimônio Natural Mundial – Patrimônio da Humanidade, representando o Brasil na Convenção Internacional de Áreas Úmidas.

Com uma área de 135 mil hectares e perímetro de 260 km, o Parque Nacional engloba os municípios de Poconé e Cáceres, no Estado de Mato Grosso, e Corumbá, no Estado de Mato Grosso do Sul sendo uma das poucas Unidades de Conservação do Brasil que tem regulação fundiária, conselho gestor e plano de manejo, oficialmente aprovados.

Criado por meio do Decreto nº 86.392, de 24 de setembro de 1981, tem como objetivo proteger e preservar amostras de ecossistemas pantaneiros, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ambientes contidos no Parque.

Já a região do Pantanal – onde está localizado o Parque Nacional -, ocupa uma área de aproximadamente 200 mil quilômetros quadrados, formando a maior planície inundável do planeta, abrangendo os países Bolívia, Paraguai e Brasil, onde está situada 70% de toda a região pantaneira.

No Brasil, o Pantanal ocupa uma área de 138.000 km², abrangendo grande parte dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul.

Entre os títulos que ostenta está o de Reserva da Biosfera Mundial, título concedido ao Pantanal Matogrossense pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), em 9 de novembro de 2000; o de Patrimônio da Humanidade, reconhecimento dado ao Pantanal, também pela Unesco, em 29 de novembro de 2000, através do Parque Nacional do Pantanal, juntamente com as Reservas Particulares (RPPN) da Fundação Ecotrópica; e o de Sítio Ramsar, nome recebido pelo Parque Nacional em 24 de maio de 1993, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçados de extinção.

Recentemente também foi reconhecido o mesmo título ao SESC Pantanal, em Poconé.

Para o chefe do Parque Nacional, José Augusto Ferraz de Lima, devido a sua localização privilegiada e a grande reputação nacional e internacional da unidade, o Parque Nacional é o representante ideal do Pantanal. “A unidade é uma Instituição Federal de grande importância para promover ações integradas voltadas à proteção da biodiversidade na maior planície alagada de águas continentais do planeta”, explicou.

A votação vai até 31/12 e assim que estiver disponível para ser votado, coloco aqui o link para que todos que quiserem possam votar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Tabebuia heptaphylla (Ipê Roxo)



iperoxo4.jpg


Tabebuia heptaphylla, popularmente conhecida como ipê-roxo, é uma das espécies que vêm sendo estudadas por ser de alto valor econômico, considerando-se as finalidades de sua madeira e extrativos foliares, e pela diminuição preocupante do número de indivíduos que ainda são encontrados em áreas de ocorrência natural (ETTORI, 1996).


Taxonomia


Família: Bignoniaceae

Espécie: Tabebuia heptaphylla (Vellozo) Toledo

Sinonímia botânica: Tabebuia avellanedae var paulensis Toledo
Tabebuia ipê Martius ex. K. Schumann Standley
Tecoma heptaphylla (Vellozo) Toledo
Tecoma ipe Martius ex K. Schumann

Outros nomes (vulgares): cabroé, graraíba, ipê (RJ,SC), ipê-de-flor-roxa, ipê-piranga, ipê-preto (RJ,RS), ipê-rosa (MG), ipê-roxo-anão (SP), ipê-uva, pau-d’arco (BA), pau-d’arco-rosa (BA), pau-d’arco-roxo (BA,MG) peúva (MS) e piuva (MS,MT). Na Argentina, lapacho e no Paraguai, lapacho negro.


Morfologia


Árvore de até 30 m de altura, podendo atingir 90 cm de diâmetro.

Os ramos dicotômicos, tortuosos e grossos formam uma copa moderadamente ampla e globosa. O tronco, mais ou menos reto e cilíndrico, possui casca pouco espessa e escura, fissurada longitudinalmente e descorticante em placas grandes. A casca apresenta coloração pardo-cinzenta.

As raízes são vigorosas e profundas.

As folhas, de coloração verde-escura, são opostas, decícuas, compostas, digitadas, longamente pecioladas e com os bordos serrilhados. Cada folha é composta por 5 a 7 folíolos, glabros, com ápice agudo.

A flor, roxo-violácea, é pouco pilosa. São muito abundantes, nascendo nos ramos ainda sem folhas, com lenho adulto. O cálice é pequeno, campanulado e a corola campanulada-afunilada.

O fruto, seco e deiscente, é linear ou sinuoso, estriado, muito longo, podendo atingir até mais de 50 cm, de coloração preta. As cápsulas são bivalvares do tipo síliqua, semelhante a uma vagem estreita e comprida, atenuada pra dentro.

As sementes aparecem em grande quantidade e são grandes e aladas. Medem de 2,5 a 3 cm de comprimento e cerca de 6 a 7 mm de largura. São acastanhadas e membranáceas mais ou menos brilahntes. (LONGHI, 1995).


Reprodução


No período que antecede a floração, as folhas caem e surgem no ápice dos ramos magníficas panículas com numerosas flores tubulosas, de coloração rósea ou roxa, perfumadas e atrativas para abelhas e pássaros.

A floração ocorre de junho a setembro e os frutos amadurecem de julho a novembro, sendo que em plantio a frutificação inicia entre 5 e 7 anos.


Ocorrência Natural


Ocorre naturalmente no sul e oeste da Bahia, no Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, leste do Paraguai e Uruguai (CARVALHO, 1994). Compreende a latitude de 13ºS (BA) a 30ºS (RS).

Segundo RIZZINI (1971), a espécie ocorre da Bahia à Guanabara, sobre a Serra do mar.


Clima


Tabebuia heptaphylla, abrange, de acordo com a classificação de Köppen, os seguintes tipos climáticos: Clima tropical úmido e subúmido, Clima tropical, com inverno seco, Clima subtropical de inverno seco e Clima subtropical, com verão quente.

O ipê-roxo ocorre em locais com regime pluviométrico uniforme, porém aceita um déficit hídrico moderado. A precipitação pode variar de 1000 mm a 1900 mm.

Quanto à temperatura, abrange variação média anual de 18º C a 26º C.


Solo


A espécie ocorre em solos como os Argissolos, com altitudes até 400 metros; em Cambissolos, entre 400 e 800 metros e em Latossolos, em altitudes que podem variar entre 800 m a 1500 m.

De acordo com CARVALHO (1994), o ipê-roxo tem apresentado um melhor crescimento em solos com fertilidade química média a elevada, profundos, com boa drenagem e de textura franca a argilosa.


Produção de Mudas


Para aproveitamento de sementes, os frutos devem ser coletados diretamente da árvore quando mudam da cor verde para quase preta, antes da dispersão das sementes (CARVALHO, 1994).

As sementes devem ser postas pra germinar logo que colhidas, em canteiros ou embalagens individuais contendo solo argiloso rico em matéria orgânica. Cobrir apenas levemente as sementes com substrato peneirado, mantendo-as em ambiente semi-sombreado. A emergência ocorre em 10-12 dias e o desenvolvimento das mudas é rápido, ficando prontas para o plantio no local definitivo em menos de 4 meses. O desenvolvimento das plantas no campo é apenas moderado, alcançando aproximadamente 3 metros em 2 anos (LORENZI, 1992).


Sementes


Produz sementes cuja viabilidade varia de 3 a 15 meses (HIGA & VIANA) em câmaras frias/seca, com redução drásticas da viabilidade na câmara fria e ambiente de laboratório.

As sementes de ipê-roxo são ortodoxas e possuem taxa de germinação de 60%. Para cada quilo obtém-se de 13.500 a 35.00 sementes.

KANO;MÁRQUEZ & KAGEYAMA (1978) identificaram uma pequena influência da condição de câmara seca sobre a conservação das sementes de ipê-roxo. A umidade crítica, segundo os autores, poderá se situar em torno de 10% a 11%, em função do ambiente e do período de duração do armazenamento.


Interação Medicamentosa


O Ipê-Roxo é tido como um poderoso auxiliar no combate a determinados tipos de tumores cancerígenos. É usado também como analgésico e como auxiliar no tratamento de doenças estomacais e da pele. No passado, foi largamente utilizado no tratamento da sífilis. A árvore do Ipê-roxo é alta e tem como característica as flores tubulares arroxeadas. Os estudos ainda não comprovaram suas propriedades anticancerígenas. A substância com propriedades terapêuticas é encontrada na casca. A extração predatória, realizada durante anos, quase levou a espécie à extinção.


Fonte: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais.
Obrigado à Renatinha!

domingo, 31 de agosto de 2008

"Blog Day": é hoje!


Hoje, 31 de agosto é comemorado o "Dia do Blog".

Essa data foi esolhida devido à sua semelhança com a palavra "Blog" (3108). Agora use a sua imaginação porque no banner fica mais parecido...
Por essa razão comemora-se o "Blog Day":

Blog Day 2008

O que é o BlogDay?

BlogDay foi criado na convicção de que os bloggers deverão ter um dia dedicado ao conhecimento de novos blogs, de outros países ou áreas de interesse. Nesse dia os bloggers recomendarão novos blogs aos seus visitantes.

O que acontecerá no BlogDay?

Durante o dia 31 de Agosto, bloggers de todo o mundo farão um post a recomendar a visita a novos blogs, de preferência, blogs de cultura, pontos de vista ou atitude diferentes do seu próprio blog. Nesse dia, os leitores de blogs poderão navegar e descobrir blogs desconhecidos, celebrando a descoberta de novas pessoas e novos bloggers.

BlogDay instruções:

  1. Liste cinco novos Blogs que você ache interessantes.
  2. Notifique por email esses cinco bloggers de que serão recomendados por você no BlogDay 2008.
  3. Dê uma pequena descrição dos blogs indicados.
  4. Publique no BlogDay (no dia 31 de Agosto) esse post.
  5. Junte a tag do BlogDay usando este link:
    http://technorati.com/tag/blogday2008 um link para o site do BlogDay: http://www.blogday.org

Comemore!

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Então, vamos às minhas indicações:

Sady Folch - Scriptor in Desassossego http://sadyfolch.blogspot.com/
Um talento Matogrossense que escreve com maestria, mas ainda acha que precisa aprender... Eu não acho.

Maninho - Cuiabá News http://cuiabanews.blogspot.com/
Um dos melhores blogs que conheço, senão o melhor, falando das coisas daqui.

Renata Emy - Renatinha! http://renataemy.blogspot.com/
Blog de variedades da minha melhor "amiga virtual" que cresce em qualidade e diversão a cada dia.

Geórgia e Amigas - Elas Estão Lendo http://elasestaolendo.blogspot.com/
Proposta interessantíssima de blog literário que você precisa conhecer.

Luma - Luz de Luma http://luzdeluma.blogspot.com/
O Luz de Luma dispensa apresentações. Se você é um dos pouquíssimos que não conhece, não deve ser desse planeta!

Visitem esses blogs e se acharem que é pouco, visitem todos os meus links.
Estou participando também com o By Osc@r Luiz e com o Flainando na Web, passa lá.
Bom domingo a todos!